Saúde em 24h: Anvisa aprova Wegovy em comprimido
Anvisa aprova Wegovy em comprimido para obesidade. Veja também mpox no Rio e no DF, ação dos estados no STF e GDF Saúde sem reajuste em 2027.
Resumo rápido
- A Anvisa aprovou o Wegovy em comprimido, mas ainda não há preço nem data de venda no Brasil.
- O Rio recebeu mais 2 mil doses de vacina contra mpox, e o DF tem 23 casos e está sem doses.
- Os 26 estados e o DF pediram ao STF para atuar no julgamento sobre a Tabela SUS.
- O GDF Saúde manterá em 2027 as mensalidades de 2026, sem reajuste.
- A OMS aprovou ensaios clínicos de duas novas vacinas contra o ebola na África.
A Anvisa aprovou em 4 de novembro de 2026 o Wegovy em comprimido, destaque da edição de 5 de novembro de 2026. A edição também traz mpox no Rio e no Distrito Federal, o pedido dos estados ao STF sobre a Tabela SUS e a decisão do GDF Saúde sobre mensalidades.
Anvisa aprova Wegovy em comprimido; preço e data seguem em aberto
A Anvisa aprovou em 4 de novembro de 2026 o registro do Wegovy em comprimido, remédio para obesidade da Novo Nordisk, segundo Folha de S.Paulo e BBC News Brasil. O pedido chegou à agência em 30 de janeiro de 2026. Até agora, o Wegovy estava disponível no Brasil apenas na forma de caneta.
Ainda não há preço nem data de lançamento. Antes de chegar às farmácias, o comprimido precisa ter um preço máximo definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão do governo federal. A Novo Nordisk diz apenas que o produto deve chegar “nos próximos trimestres”.
Emirados Árabes Unidos, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos já vendem o comprimido, segundo a BBC News Brasil. A Veja Saúde informa que a aprovação vale para adultos e que quem usa caneta só deve trocar de versão com acompanhamento médico.
O comprimido ainda não tem preço nem data de venda no Brasil. A cobertura de qualquer medicamento depende do Rol de Procedimentos da ANS vigente (a lista de coberturas mínimas obrigatórias dos planos de saúde) e do contrato. Se você ou sua empresa querem saber se o plano cobre, confira o contrato com a operadora.
Wegovy oral é o primeiro GLP-1 em comprimido aprovado no país
A Anvisa aprovou o primeiro medicamento de GLP-1 em formato oral do país: o Wegovy (semaglutida) em comprimido. Ele é indicado para adultos com obesidade ou com sobrepeso associado a comorbidades, ou seja, doenças ligadas ao peso. GLP-1 é um hormônio, e a semaglutida atua na regulação do apetite e da ingestão alimentar, segundo a agência.
O tratamento é de um comprimido por dia. A dose sobe aos poucos, de 1,5 mg para 4 mg e 9 mg, até a dose de manutenção de 25 mg. O remédio deve ser tomado em jejum, com pouca água, e é preciso esperar ao menos 30 minutos antes de comer, beber ou tomar outros medicamentos.
A aprovação se apoiou no estudo OASIS 4, que acompanhou os participantes por 64 semanas. O grupo tratado perdeu, em média, mais de 13% do peso corporal. São médias de um estudo, não promessa de resultado. A bula prevê a transição entre comprimido e caneta quando clinicamente apropriado.
A aprovação não diz se o seu plano cobre o remédio: isso depende do Rol da ANS vigente e do contrato. A troca entre caneta e comprimido só vale quando o médico considerar adequado.
Rio recebe mais 2 mil doses contra mpox; DF está sem vacina
No Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde enviou em 4 de novembro de 2026 mais 2 mil doses da vacina contra a mpox, doença que provoca bolhas e feridas na pele. Com a remessa, o estado recebeu 3,5 mil doses em 2026. A vacinação é prioritária para pessoas que vivem com HIV/aids e têm contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico. O esquema tem duas doses, com 28 dias de intervalo.
No Distrito Federal, a situação é outra: são 23 casos confirmados de mpox em 2026 e nenhuma dose disponível, segundo o Metrópoles. A Secretaria de Saúde pediu novos lotes ao Ministério da Saúde e não há previsão de chegada. A aplicação ocorre no Hospital Universitário de Brasília (HUB), após avaliação técnica.
O DF também liberou 40 mil doses da vacina contra a gripe para todas as faixas etárias, nas salas de vacinação da rede pública, até o fim da reserva, segundo o Correio Braziliense. Neste ano, só 57% dos grupos de risco se vacinaram. Tudo isso vale apenas para o Rio e para o DF.
A vacina contra mpox não é para a população em geral: vai para grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. No DF, a vacina contra a gripe está liberada para todas as idades enquanto durar a reserva. Se sua empresa tem equipe no Rio ou no DF, vale repassar essas informações.
Estados pedem ao STF para atuar no caso da Tabela SUS
Segundo O GLOBO, os 26 estados e o Distrito Federal querem participar, como amici curiae (“amigos da corte”), de um julgamento no STF sobre a Tabela SUS. A tabela define o valor repassado a hospitais e clínicas credenciados ao SUS por cada procedimento. O pedido foi protocolado pelo Conpeg, colégio de procuradores-gerais dos estados e do DF.
O Conpeg quer que o STF reconheça que os estados não respondem pela defasagem dos valores. Hospitais filantrópicos dizem que a tabela cobre entre 40% e 60% dos custos e está igual há 20 anos. Eles pedem um recálculo com base em parâmetros da ANS, para que a União repasse o mesmo valor que recebe dos planos de saúde quando o SUS atende pacientes com cobertura privada.
O relator é Gilmar Mendes. O tribunal vai definir três pontos: se a União deve figurar como ré nas ações, se estados e municípios podem ser alvo dos processos e se os valores pagos pelo SUS podem ser igualados aos índices que a União recebe dos planos. Santas Casas e hospitais filantrópicos respondem por 50% das internações gerais do SUS.
Não há mudança imediata para o seu plano nem para o da sua empresa: o STF ainda deve decidir. Um dos pontos em discussão é comparar o valor pago ao SUS com o que a União recebe dos planos de saúde.
Mulheres fumantes podem sofrer o infarto mais de dez anos mais cedo
Fumar pode antecipar o infarto e o AVC (acidente vascular cerebral) em mais de uma década nas mulheres. A informação está em coluna publicada pela Veja Saúde e escrita por Jaqueline Ribeiro Scholz, que assessora a área científica da Sociedade de Cardiologia paulista (Socesp). Mulheres que nunca fumaram têm o primeiro infarto, em média, aos 73 anos. Entre as fumantes, a média cai para 60 anos.
O risco é maior antes dos 50 anos, e o texto afirma que não existe quantidade segura: um cigarro por dia já aumenta o risco cardiovascular. Segundo a coluna, parar de fumar antes dos 40 anos pode reduzir em cerca de 90% o excesso de risco de mortalidade ligado ao cigarro.
A Socesp promove uma ação gratuita em Indaiatuba (SP) em 28 de novembro, com medição de pressão arterial e glicemia, avaliação de peso, altura e IMC (índice de massa corporal) e palestras. A atividade vale só para quem estiver na cidade.
Segundo a coluna, parar de fumar traz benefício ao coração em qualquer idade, e o tratamento deve ser individualizado, com acompanhamento profissional. A cobertura de consultas e tratamentos no seu plano segue o Rol da ANS vigente e o contrato.
Rio tem 269 casos de mpox em 2026 e colégio emite alerta
O Rio de Janeiro registra 269 casos confirmados de mpox em 2026, sem óbitos, segundo a Secretaria estadual de Saúde, citada por O GLOBO. Em todo o ano de 2025, foram 119 casos. Mpox é uma infecção viral transmitida por contato, com lesões de pele entre os sintomas.
Um colégio particular da Zona Sul do Rio enviou aviso aos pais: reforçou a limpeza de superfícies e banheiros, pediu que objetos pessoais não sejam compartilhados e orienta que o aluno com sintomas não vá à escola e procure um serviço de saúde. A medida vale só para essa escola.
O infectologista Rafael Galliez, do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, diz que o número de casos não configura surto e que a questão “não é para alarme”. Ele orienta procurar uma unidade de saúde ao notar lesões no corpo. Segundo a secretaria, 953 doses da vacina foram aplicadas este ano no estado até 2 de novembro.
Se você mora no Rio, observe lesões de pele em você e na sua família e procure um serviço de saúde para avaliação se elas aparecerem. Se sua empresa tem equipe no estado, vale repassar essa orientação.
GDF Saúde mantém mensalidades de 2027 sem reajuste
O conselho do Inas (Conad/Inas), órgão de saúde dos servidores do DF, decidiu manter as mensalidades do GDF Saúde em 2027, segundo o Jornal de Brasília. Servidores do DF e dependentes continuarão pagando os mesmos valores de 2026, sem reajuste.
O GDF Saúde tem mais de 104 mil beneficiários ativos e mais de 2,5 mil prestadores credenciados. A decisão vale só para esse sistema, no Distrito Federal. A reportagem usa informações do próprio Inas.
Se você é servidor do DF ou dependente no GDF Saúde, a mensalidade de 2027 fica igual à de 2026. A decisão vale só para o GDF Saúde.
OMS aprova testes de duas novas vacinas contra o ebola
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou em 4 de novembro de 2026 ensaios clínicos de duas novas vacinas contra o ebola, segundo a Folha de S.Paulo. A epidemia na África já matou mais de 5.300 pessoas.
Ensaio clínico é a fase de testes em pessoas, usada para avaliar uma vacina antes de qualquer liberação. A fonte consultada não informa se nem quando essas vacinas chegarão ao Brasil.
Por ora, nada muda para você: são testes, e a fonte não diz que essas vacinas chegarão ao Brasil.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde. Coberturas, carências e condições dos planos valem conforme o contrato e a regulamentação da ANS. A Adore Saúde é corretora: compara, negocia e acompanha planos, mas não é operadora e não autoriza procedimentos nem reembolsos.
