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Beneficiários de planos de saúde: 53,1 milhões em setembro

ANS informa 53,1 milhões de beneficiários em planos médicos em setembro. Veja o que mudou em individuais, empresariais e odontológicos.

Resumo rápido

  • A ANS contabilizou 53.108.097 vínculos em planos de assistência médica em setembro de 2026, alta de 0,02% sobre agosto.
  • Os planos coletivos empresariais seguem em crescimento, enquanto os individuais e os coletivos por adesão recuaram.
  • Os planos exclusivamente odontológicos somaram 37.383.196 vínculos, com alta de 7,01% em 12 meses.
  • A taxa de rotatividade foi de 29,47% nos planos médicos e de 63,03% nos odontológicos.

Quantos brasileiros têm plano de saúde, segundo a ANS?

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) contabilizou 53.108.097 vínculos em planos de assistência médica em setembro de 2026. O número ficou estável: subiu 0,02% em relação a agosto.

A ANS é a agência que regula o setor. Ela divulgou os dados na quinta-feira, 5 de novembro, com base no SIB/ANS de setembro. Na comparação com setembro do ano anterior, a variação foi de 0,83%.

Vale um cuidado na leitura. A ANS conta vínculos, não pessoas. Como uma mesma pessoa pode ter mais de um plano, ela pode aparecer mais de uma vez na soma. A agência também avisa que os números podem mudar depois, porque as operadoras revisam os dados todo mês.

Como cada tipo de contratação se comportou?

Os planos coletivos empresariais cresceram, e os individuais e os coletivos por adesão perderam vínculos. Essa é a tendência que a ANS aponta para setembro de 2026.

Plano coletivo empresarial é o contratado por uma empresa para seus funcionários. Plano coletivo por adesão é o contratado por meio de uma entidade de classe, como associação ou sindicato. Plano individual é o contratado direto pela pessoa ou pela família.

A tabela resume a variação dos planos de assistência médica, segundo a ANS:

Tipo de contratação Variação em setembro Variação em 12 meses
Coletivo empresarial +0,15% +1,92%
Individual -0,59 -2,99%
Coletivo por adesão -0,0002% -0,65%

Os planos coletivos empresariais foram os únicos a crescer. A ANS não detalha, no comunicado, as causas do recuo dos planos individuais.

O que os números dizem sobre os planos odontológicos?

Os planos exclusivamente odontológicos somaram 37.383.196 vínculos em setembro. Isso representa alta de 0,52% sobre agosto e de 7,01% sobre setembro de 2025.

O destaque está nos planos coletivos. No acumulado de 12 meses, os coletivos empresariais cresceram 8,31%, e os coletivos por adesão, 7,03%, conforme a ANS. O comportamento do segmento se manteve em relação aos meses anteriores.

O setor odontológico cresce mais que o de planos médicos. Em 12 meses, a diferença é de 7,01% contra 0,83%.

O que é a taxa de rotatividade e quanto ela vale?

A taxa de rotatividade mede a entrada e a saída de beneficiários nas operadoras. Nos planos de assistência médica, ela foi de 29,47% nos últimos 12 meses, ou seja, quase um terço dos vínculos foi substituído no período.

A ANS calcula a taxa assim: pega o menor valor entre o total de adesões e o de cancelamentos em um ano e divide pelo número de beneficiários em setembro do ano anterior. Nos planos médicos, foram 15.959.930 adesões e 15.520.491 cancelamentos. A agência diz que essa taxa varia pouco nos últimos anos.

Nos planos exclusivamente odontológicos, a taxa chegou a 63,03%. Foram 24.467.526 adesões e 22.017.916 cancelamentos. Segundo a ANS, mais de seis em cada dez beneficiários não estavam no plano atual um ano antes.

Esse número tem um fator especial. A migração da carteira da Bradsaude S.A., que passou à Mediservice Operadora de Planos de Saúde S.A., atingiu cerca de 9 milhões de beneficiários. Sem essa movimentação, a taxa foi de 37,11%, o que, segundo a agência, mantém o padrão do segmento.

Adesão e cancelamento não significam só gente nova ou gente que saiu do setor. As adesões incluem transferência de carteira e mudança voluntária de plano. Os cancelamentos incluem o fim do contrato coletivo de uma empresa e o óbito, por exemplo.

Quais estados mais cresceram em beneficiários?

Em 14 das 27 unidades da federação, o número de beneficiários de planos médicos aumentou na comparação com setembro de 2025. Entre os destaques estão o Rio Grande do Norte (4,63%), o Distrito Federal (3,03%), o Espírito Santo (2,94%), o Amazonas (2,45%) e Tocantins (2,05%).

Nos planos odontológicos, os maiores crescimentos no período foram no Maranhão (15,50%), no Distrito Federal (11,33%) e no Piauí (10,11%).

A ANS disponibiliza a evolução por estado, de setembro de 2025 a setembro de 2026, na Sala de Situação. É uma ferramenta de pesquisa no portal da agência. Quem quiser ver o dado da própria região pode consultá-la.

O que muda para você

Os números mostram para onde o mercado caminha e ajudam a decidir com mais contexto.

Se você busca um plano para a família, o dado mostra que os planos coletivos empresariais cresceram entre os médicos e que os coletivos cresceram entre os odontológicos. Isso não quer dizer que seja a melhor opção para o seu caso. Cada contrato tem preço, rede e regras de reajuste próprios. Compare tudo antes de assinar.

Se você é dono de empresa ou cuida do RH, os planos coletivos empresariais cresceram 1,92% em 12 meses. Ao revisar o contrato, olhe a rede, o valor por vida e o índice de reajuste aplicado, com o período de referência.

Se você já tem plano odontológico, a rotatividade do segmento é alta, mas ela inclui todo tipo de entrada e saída. Antes de trocar de plano, confira carências e rede.

A Adore compara opções, negocia condições e acompanha o contrato depois da contratação. A Adore é corretora e não é operadora: cobertura, autorização e reembolso dependem sempre do contrato e da operadora escolhida.

Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde. Coberturas, carências e condições dos planos valem conforme o contrato e a regulamentação da ANS. A Adore Saúde é corretora: compara, negocia e acompanha planos, mas não é operadora e não autoriza procedimentos nem reembolsos.